Associação 289

 

A Associação 289 é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objectivo contribuir para a promoção e divulgação das Artes Visuais e outras manifestações de carácter artístico no contexto da região do Algarve, onde está instalada, mas também, sempre que possível, em todo o País e no estrangeiro, bem como defender os interesses dos seus associados e artistas. Para a prossecução dos seus fins a Associação propõe-se organizar mostras e exposições; divulgar e promover os trabalhos dos seus associados e de outros artistas; realizar workshops, colóquios e debates sobre assuntos relacionados com as Artes Visuais e outras manifestações de carácter artístico, bem como outros temas de cultura geral; promover iniciativas de índole cultural, com o propósito de sensibilizar a opinião pública para a Arte; divulgar por diversos meios os artistas e a Arte e estabelecer e manter protocolos e parcerias com associações e outras organizações de natureza cultural, nacionais ou internacionais.

 

A Associação 289 apresentou-se pela primeira vez ao público no dia 18 de Novembro de 2017 dando a conhecer o seu espaço no Sítio das Pontes de Marchil em Faro.

 

 

 

A Associação 289 informa que a próxima exposição no seu espaço será do artista Gustavo de Jesus e inaugura a13 de Outubro

Gustavo de Jesus

Tavira, 1958

 

 

Graduado em Artes Visuais, Pós-Graduado em Artes Visuais e Performativas e Mestre em Comunicação Cultura e Artes (Estudos da Imagem) pela Universidade do Algarve.

 

Tem desenvolvido, nos últimos anos, um percurso como artista plástico, em áreas como fotografia, vídeo, escultura, instalação e performance, tanto em projetos coletivos como individuais: Art Algarve, arte pública, Faro (2009) - MobileHome I, Loulé (2009) – Project Rooms, Óbidos (2010) – Algarve Visionário, Excêntrico e Utópico, Museu Municipal de Faro (2010) – Touch, Don’t Touch, ZemArte, São Braz de Alportel (2010) - Project Rooms, Óbidos (2011) – Loop Barcelona (2011) – O Estado Geral dos Algarves, Convento de Santo António, Loulé (2011) – MobileHome III, Loulé (2011) – 3ª Mostra de Cultura Fílmica, Faro (2011) – Anita no Quartel, Tavira (2011) – O Olho das Grèias, Galeria do Convento do Espírito Santo, Loulé (2012) - Limbo, Galeria Transboavista, Lisboa, (2012) – Projeto de vídeo “Cal Viva”, Faro, (2012) – Cenografias para teatro, Grupo “A Peste”, Faro, (2012) – Play, Galeria Trem, Faro, (2013) – Anadiomeno, Centro Experimental de Criação Artística de Loulé, Loulé, (2014) – Corpo Restrito, Teatro Municipal de Faro,

Faro, (2014) – Sem Título, FarpaLab, Faro, (2015) – (Des)Envolvimentos Emergentes – A Impossibilidade de Phineas Gage, Mimesis de um Varão, Palácio da Galeria, Tavira, (2015) – Ele viu e Ele Creu, FarpaLab, Faro (2015) – Entre Cordame, Melancolia e Caramelo, Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe, Raposeira, (2015) – Cal Viva, Residência Artística, Intervenções no Espaço Público, Aljezur, (2017) – ET CETERA, Art & Music Festival, Land Art, Faro, (2017)

© Jorge Mestre Simão

No Solar das Pontes de Marchil, que a urbanização aproximou da cidade de Faro, de 14 de Julho a 15 de Setembro, o público habitual do Verão algarvio terá a oportunidade de ver uma exposição inabitual.

 

Desafiado para ocupar o espaço do Solar, Pedro Cabrita Reis, com o gesto largo que o desenha, trouxe muitos dos seus amigos e ainda lhes disse para trazerem outros tantos. A reunião de toda esta gente, embora despretensiosa como uma coisa de Verão, promete-nos quase o balanço de uma situação artística e pode reservar-nos muitas surpresas, como numa festa inesperada.

 

O lugar é, desde logo, na sua arquitectura vernácula, deslocação no tempo, por desafectação do destino rural que historicamente lhe coube, muito especial; e os artistas que nele se reúnem constituem, entre nomes muito conhecidos e nomes menos conhecidos, uma rara multidão de vozes individuais.

 

Aqui se apresentam eles, cruzando-se, prosseguindo encontros antigos ou recentes numa prática de permanente colóquio (com evidentes momentos de solidão e outros tantos de confronto). Em nenhum caso pretendem estabelecer conclusões; cada voz (cada autoria) deverá permanecer irredutível, no seu território próprio - só assim poderá ser produtiva para si, para os outros artistas e para o público.

 

Os artistas que habitam por momentos os labirintos interiores e os espaços abertos desta velha quinta chegam de tempos diversos, de lugares dispersos e vontades próprias igualmente díspares. Vêm de dois projectos que eram já de espírito aberto e convergiram neste Verão de 2018, em Faro. Uns, estiveram presentes no projecto @British Bar, que podemos ver desde Abril de 2017, nas 3 montras do British Bar, em Lisboa, sob curadoria de Pedro Cabrita Reis. Os outros, integram os artistas e outros convidados do colectivo algarvio 289. A todos estes vêm ainda juntar-se artistas que Cabrita Reis foi convidando ao longo do processo.

 

A inauguração da exposição "289" será pelas 19h do dia 14 de Julho.

 

João Pinharanda